Um dia das maskôs

Sexta-feria véspera de Carnaval. 9:00hs da manhã à porta de nossas clínicas para o início de mais um dia de trabalho. Uma moça coberta de sangue segurando uma pitbull encontrava-se aos prantos na escada de entrada da clínica veterinária. Um pastor-alemão havia atacado a cachorrinha e a ferido com uma dentada que atravessou o focinho. A pitbull estava com a devida focinheira para cachorros grandes, mas o pastor não. A dona da cachorra ferida mal conseguia falar, somente suplicava ajuda. Anestesista chegou em 10 minutos para dopar a cadela e então conseguirmos reconstruir a cara quase desfigurada da animalzinha, numa cirurgia de emergência operada pelas irmãs.

A pitbull acabou perdendo 2 dentes e ganhou umas cicatrizes, mas se recuperou bem. A dona finalmente acalmou-se, e o dia seguiu, outros pacientes, outros clientes, outras intervenções… e o trabalho segue… mas esse foi emocionante.

Eu falo, e você entende?

Quantas vezes eu falo e o ouvinte não entende? Não entende porque eu falei enrolado, ou porque falei com um entonação subjetiva, ou ainda porque eu nem quis ser tão eloquente,  ou ainda porque qualquer um entende do jeito que quer? E quem tá errado? O coitado que ficou me ouvindo e não entendeu nada ou eu que não me expressei direito?

E quem disse que eu devo ser expressiva em tudo que eu falo? Talvez nunca serei tão clara para outra pessoa, senão para eu mesma, e devo reforçar que qualquer advogado concordaria comigo. Todas as frases proferidas tem tantas interpretações quanto pessoas estiverem presentes, e fica ainda mais amplo quando estas frases são repassadas a outras pessoas e assim por diante.

Talvez por isso tantas pessoas divagam idéias que muitas vezes não são compreendidas, ou são compreendidas de muitas formas, com inclinações distintas.. Mas enfim, quem está errado? Ninguém.. E porque será que tantas pessoas discutem isso?

Afinal, cada um tem sua característica própria, sua maneira única de compreenção e execução. Deixe-me interpretar do meu jeito, sim!!???!!!! É meu mesmo…

Como você enxerga sua profissão?

Uma área onde há produção de trabalhos excelentes. Onde há criação, reuniões com clientes que demoram a aprovar orçamentos, onde há estudos e pesquisas sobre o assunto abordado. E também deve-se realizar apresentações grandes, que demandam tempo, às vezes feriados e madrugadas a serem concluídas. E na hora ‘H’, dá um nervosismo e ansiedade naturais de um trabalho a ser realizado. O cliente tem que estar satisfeito, mas acaba sempre querendo mais, mais um detalhe, mais uma coisinha que demora muito tempo a ser modificada, mas como não dá pra falar não, você se prontifica a fazer de novo todo o projeto. Uma satisfação profissional e pessoal. Promoção de um bem estar e status social em relação a uma pessoa ou um grupo delas só para ver a obra. E ainda atinge um patamar de estética ideal para desenvolvimento das outras atividades
A sua profissão gera isso tudo?
A minha também. Mesmo sendo uma profissional da área odontológica, a coerência é devolver sorrisos, em sua área primordial: a boca. Também passo por todos aspectos acima citados. Também amo minha profissão. Como é bom fazer o que gosto. Como é bom ver um cliente Feliz e receber um elogio. Para mim, como é ótimo ver ‘aquele’ sorriso satisfeito.
O que seria de você sem seu sorriso?

Happy Birthday

Dia de comemorar meu aniversario. A festinha está organizada, depois de muito trampo. Hora de reunir a família com os amigos mais próximos. Tempo de comemorar mais um ano de vida, na verdade de comemorar mais um dia de mais um ano de vida, pois cada dia que passa a gente fica mais velho ‘um dia’. Nossa, acho que entrei em meus 2.8 aninhos (extremamente jovem!) mais complicada ainda… A cor é laranja! A frase do dia é:’ Quem fala o que quer, acaba ouvindo aquilo que não gostaria.’ e isso estava escrito no meu horóscopo.!!! Mas tanto serve como lição para saber ficar quieta na hora certa quanto para falar o que penso quando ouço umas asneiras. Ah, sabedoria e paciência são dádivas e não virtudes!

Tirar o pó

Essa semana iniciou parecendo uma ressaca de maremoto, cheia de coisas destruídas e outras tantas a refazer. Fico organizando tudo para todo mundo e não consigo organizar nada meu. Quando chego no meu quarto e olho para ele, só penso em deixar para arrumar depois. Talvez eu estivesse evitando começar o ano de verdade, pois sem desvincular de algumas coisas, tirar o peso extra, não movemos pra frente mais rápido. Estranho. Fiquei pensando nisso e percebi que eu precisava mesmo era ficar sozinha. Tomei um banho como se fosse o último e liguei o som: Pink Floyd. Guardei o tênis e olhei bem para meu quarto – uma zona a qual não estou acostumada; sentei a beira da cama e firmei em um pensamento: preciso tirar o pó, não só no sentido de passar um espanador, mas sim de realmente jogar fora aquilo que está acumulando pó, pois com certeza não serve para mais nada. É muito boa a sensação de desapego. Às vezes a gente não quer jogar algo fora, por exemplo uma roupa, uma foto ou algum cacareco, porque este teve uma história ou adorava usar ou ainda por achar que algum dia serviria para alguma coisa e tal, daí fica lá no cantinho dele. Nem usa mais, mas a presença dele ali por algum motivo te conforta, te lembra algum momento importante ou talvez demos alguma mini-importância a ele e por qualquer outro motivo, sempre que doamos ou nos livramos de algumas coisas, este não vai. Até que um dia, você olha para a peça e pensa: O que esta coisa esta fazendo aqui ainda??? OMFG. Então o item vai embora. E quando você for fazer de novo essa arrumação, ele não vai mais estar lá e muitas vezes, você nem vai lembrar que ele existiu!!! Por que de vez em quando a gente se prende a algo que não serve pra nada? É tão bom desencanar. Dá uma paz. Viva o desapego das inutilidades!!!!

Descanso?

Férias. Muita gente acha que férias é sinônimo de descanso, e até eu mesma achei por alguns instantes. Viajar não é descansar, aliás, nem no spa dá para descansar.. Fiquei andando por todas as cidades que visitei, Salvador, Maceió, Búzios, porque queria conhecer bem todas.. Voltava com as pernas inchadas de tanto andar.. Daí, voltando à minha cidade natal, não consegui ‘descansar’ pois em São Paulo, sempre tem algo acontecendo em todos os lugares e mil coisas a fazer. Então fui para a casa de praia dos meus pais, tentar o famoso ‘descanso’. Chegando lá, arrumação e mais arrumação para receber visitas.. Daí toda aquela oferta de comida precisava de um esforço físico para compensar. Resultado: meu triathlon: pedalar, nadar e correr todo dia. Voltei para Sampa para poder ‘descansar’ um diazinho antes de trabalhar, mas chegando aqui a casa da minha avózinha foi assaltada. Arrombaram a porta e bagunçaram a casa inteira e quem teve que arrumar tudo? Eu! Daí, chegando em casa finalmente achei que ia dormir, arrumando tudo para cuidar da avó e empregada, peguei o colchão de visita, lá no fundo do armário, Derrubei 3 prateleiras e todas as roupas vieram abaixo!!! Triste fim para uma noite de domingo… Agora já voltei ao trabalho, academia, etc… Quando enfim terei um descanso? Isso existe?

Il viaggio.

Viajar.. como é bom passear…. Ainda mais nas praias do litoral brasileiro, como Buzios e Salvador, sob o sol forte do verão brasileiro, aliviado pela ventania típica de lugares litorâneos e privilegiado de paisagens que mais parecem pinturas, mesmo sendo registradas pela câmera tosca do meu celular.