Cada coisa que a gente aguenta!

Um dia de cada vez. Ainda bem que um dia diferente do outro por vez, porque vivo dias que não merecem ser repetidos, principalmente quando surge e impregna aquela pessoa chata, aquele parente mala ou mesmo aquele amigo sem-noção! Esse dia é quando rezo para acabar logo e conseguir sobrevive-lo sem seqüelas para mim ou qualquer outra pessoa. Aguentar toda aquela ladainha, um mar de reclamação, uma enxurada de besteira que só quem é chato de verdade (ou bem mau-educado) sabe fazer! Para todo tipo de chatisse, existe um expert no assunto. Todo mundo tem uma história de algum mala insuportável que não dá para nos livrar assim tão fácil: A ‘tia-avó mala’ que vive dando palpite porque tudo que ela conhece é o correto a seguir; a ‘cunhada ou cunhado chato’ que quer saber tudo da sua vida, pra poder falar mal depois (lógico); o ‘professor pentelho’ que vive no seu pé medindo tudo que você faz e não pára de ditar regras pois acha que ele é o centro do universo e que todos são seus discípulos; a ‘amiga louca’ que vive ligando pra não falar nada útil ou para falar um monte de besteira que obviamente não há nada no mundo que a faça parar de falar; o ‘amigo do seu pai’ que só sabe perguntar quando você vai casar porque quer saber de verdade quando vai ter festa pra ele ficar bêbado e mais chato ainda; o ‘irmão folgado’ que pega seu carro sem você perceber e o devolve sem gasolina e com um novo arranhão na lataria; o ‘colega apaixonado’ que vive falando do amor, cumplicidade e harmonia com o respectivo, pois só existem flores naquele momento na vida dele (tem coisa mais chata de ouvir que isso?); a ‘cliente hipocondríaca’ que só sabe falar de quantas doenças ela já teve e que tudo que passou na vida foi pior que todos no universo; a ‘amiga da tia’, que quando te vê aperta as bochechas e fala como você cresceu e quão bela está (e lógico que nunca vamos saber quem é ela ou que diferença vai fazer isso na vida); o ‘amigão’ que quando você pede uma opinião, só responde com um sim porque tudo está sempre bom, independente do que você esteja falando; o ‘aluno desinteressado’ que só fala gíria e tenta dar um jeito tosco em tudo que deve fazer; os ‘cobradores oficiais’ que chegam com uma lista de afazeres nada agradáveis que propositalmente foram esquecidos ou ignorados, mas eles estão ali presentes, firmes e fortes para cobrar; a ‘amiga que tomou um fora’ (nossa, essa lamentação não é fácil de aguentar); o ‘compadre simpático’ que pergunta se você está de TPM; a ‘vizinha carente’ que pára sempre para falar do tempo e perguntar sobre a familia inteira; a ‘amiga aparecida’ que só ela pode falar pois parece que naquele ser só existe uma boca e nunhum ouvido; o ‘funcionário folgado’ que nunca consegue fazer tudo que você pede pois tinha tanta coisa pra fazer que não teve tempo! Ter tempo é algo que quase ninguém tem, impressionante, mas para encher o saco de alguém, sobram minutos! A pior de todas as situações é quando você não consegue fugir pela tangente, não dá para cortar aquele tagarela incansável, ainda mais depois de um dia estressante para melhorar o quadro. Acho que o pior deles é aquela que pensa estar abafando, aquela que fala um monte de asneira que não dá nem para acompanhar o raciocínio de tanta idiotice e ao redor dela, pessoas mudas não sabendo onde enfiar a cara e tendo que aguentar pois retrucar ou questionar só vai prolongar o sofrimento! Afff cada coisa acontece!!!! Ainda bem que não é todo dia!! Mas para tirar de letra isso tudo, a ‘Santa Paciência’ deve estar ao lado!

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Viva a diferença

Ida ao Sul, especificamente ao Rio Grande do Sul, o que para eles significa o Sul inteiro. Para mim, um intensivo de trabalho, social, aula de geografia, diferenças culturais e muita risada, que não pode faltar. As diferenças são gritantes mas adoráveis. A calma e tranquilidade daquela cidade do interior se contrapõe ao agito que nunca pára de São Paulo. As ruas à noite são desérticas, onde sobrevive apenas aquela barraquinha de hotdog, a baladinha lotada e alguns barzinhos ‘faceiros’. As pessoas te olham com ar de curiosidade, te julgam de estressadas e ao mesmo tempo de antenadas, classificam a vida na capital como estafante, porém admiram essa fonte inesgotável de tudo a qualquer hora. O sotaque é sensacional. A pizza é de filé mignon, strogonofe e carne com conhaque. As lojas não abrem aos fins-de-semana. O vestuário é típico. No centro ninguém te esbarra. Não existe restaurante japonês. O churrasco é bom demais! As estradas são lindas, porém perigosíssimas. A vida dessa cidade universitária interiorana gaúcha é bem diferente da minha, mas é uma delícia viver isso de vez em quando. De vez em quando! Bah, meu. Viva as diferenças.